Maio 25, 2008 de Alessandro
Prive-nos de tudo
Mas não do sagrado sono
Pois sem ele não existem sonhos
Que alimentam os anseios de nossa alma
Se sem o sono não há sonhos
Sem os sonhos não há anjos
Sem anjos, quem cuidará de nós
Tão indefesos de olhos fechados
Então por favor…
Me deixe dormir
Pois em meus sonhos aprendo
O que fazer para ser feliz
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Abril 18, 2008 de Alessandro
Uma estrada em linha reta
Não lembro onde começa
Não vejo onde termina
Sempre igual, sempre diferente
Há trechos de asfalto bom
Há trechos esburacados
As vezes é preciso parar
E superar, impossível é voltar
Sigo a estrada
E mal me dou conta da distância
Quanto já rodei?
Quanto falta para chegar?
Chegar? Aonde?
Não me dei conta antes de começar
Que não sabia para aonde queria ir
Ouvir dizer que é pela via felicidade
Que se passa pela tristeza
Há dois 2km eu cruzei com a solidão
PS:Vocês já haviam reparado que a imagem do cabeçalho do blog é uma estrada? Não é por acaso!
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Abril 16, 2008 de Alessandro
Tem dias
Que não sei o que quero
Tem horas
Que não sei quem sou
Tem minutos
Que não sei o que espero
Tem segundos
Que eu não sei nem onde estou
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Abril 14, 2008 de Alessandro
Não foi por mal
Mas não foi sem querer
Nada é tudo o que parece ser
Nunca é sempre tempo demais
Quando se tem nas mãos uma chance
Que se deixa escapar entre os dedos
Não por querer tanto assim
Mas por temer que um dia
A melodia chegasse ao fim
E se o frio te alcançar
Ou a lua não te sorrir
No escuro vou procurar
Um vestígio de seja o que for
Pra que nada te impeça de acreditar
E ninguém te faça se deixar vencer
Não por querer tanto assim
Mas por temer que um dia
Não esteja lá a luz dos olhos seus
Texto de Anderson Souto
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Março 14, 2008 de Alessandro
Uma poesia é verdadeira
Quando o coração manda
Quando a tristeza chora
Quando a alegria sorri
E não são rimas
Que fazem uma poesia
Mas palavras vivas
Sentimentos simbólicos
Letras são apenas símbolos
E palavas são apenas
Conjuntos de letras
Mas e a Poesia?
São palavras com alma
Letras em sinfonia
Sonhos encandeados
Numa melancolia infinita
Na verdade pouco importa
O que é poesia
Porque poesia não se lê
Se sente
Poesia é retrato da alma
Onde as letras
São como pixels
Construindo forma
A um sentimento verdadeiro
Num mundo ilusório
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Março 2, 2008 de Alessandro
Hoje tenho certeza
De que nada está certo
As coisas não são absolutas
Mas os sonhos podem ser eternos
E um momento vale mais
Do que qualquer promessa
Eu sei disso…
Mas as vezes pareço esqueçer
De propósito?
Talvez
Eu tenho certeza
Que ter certeza é idiotice
Não somos infinitos
A certeza é perecível
E de que andiantou?
Hoje eu tenho certeza
Que não é a certeza que me move
Mas a vontade de viver
E de querer você
Bem perto de mim
Tenho certeza!
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Dezembro 26, 2007 de Alessandro
Un solo latir
Um só bater de corações
É quando dois viram um
E ser um significa tudo!
Que também é nada
Porque nada é a prepotência
Nada pode nos separar
Mas tudo pode estar contra nós
Nada pode interferir
Mas tudo pode ser colocar a nossa frente
Nada vai fazer com que acabe
Mas tudo é finito
Mas o tudo é o contrabalanço
Tudo pode acontecer
E nada é definitivo
Tudo é você
E nada sou eu sem ti
Tudo pode acontecer
E nada é impossível
Mas no fim
É você que importa
Onde tudo é nada sem você
E Nada é tudo contigo
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Dezembro 18, 2007 de Alessandro
Você nunca me contou…
Que aquele seria o nosso último beijo
Talvez se eu soubesse
teria sido diferente
Teria sido mais doce…
Teria olhado nos teus olhos…
Teria marcado para ser lembrado…
Um último beijo inesperado
É uma amarga saudade
Vira um prêmio de consolação
É quase uma obrigação
É a extrema unção de uma relação
Beirando as portas da morte
É a covardia de oferecer um alento
A um sentimento moribundo
Mas doce é o último beijo
Que é uma promessa
É um selo de um juramento
Esse é dado com lágrimas nos olhos
É o que exala saudade
Por você não saber o futuro
Até quando ele será o último
Talvez até para sempre
E para sempre inesquecível
Mas você nunca me contou…
Que aquele seria o nosso último beijo
Talvez se eu soubesse
Teria sido diferente
Teria sido mais intenso…
Teria sido mais triste
Teria quebrado a promessa que te fiz…
Mas iria embora sem olhar para trás
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Dezembro 18, 2007 de Alessandro
Sou um contador de histórias
De uma vida de momentos tristes
E de momentos felizes
De sorrisos alegres
E de lágrimas sinceras
De sonhos bonitos
E de ilusões amargas
Contava como um dia
Eu vi um mundo
E ele começava no meu coração
E terminava numa canção
que falava de amor e de esperança
Mas que vivia a desconfiança
De que nunca exista um final feliz
Mas feliz eu sou e não sou
Assim como a água tem e não tem gosto
Assim como se sente e não se sente o ar
Assim como é triste amar e não ser amado
Feliz é quem ama sem esperar retorno
Um dia termino a minha história com um ponto
Mas talvez de interrogação!
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Dezembro 15, 2007 de Alessandro
Bem vindo
Hoje é o primeiro dia do que resta
Para o fim dos seus dias
Já pensou no que vai ser hoje?
Ou no que vai fazer quando crescer?
Bem vindo
Eu saúdo a sua saúde
Mas não vivo sua vida
O que você busca?
Se nem sequer perdeu nada ainda
Bem vindo
Não esqueça de calçar as meias
E vestir os sapatos
Por que chora?
Se não sangra
Bem vindo
A contramão fica no inverso
O verso não importa
Por que se ilude?
Se a realidade é o que conta
Bem vindo
A lugar nenhum
Sem sentindo algum
Onde não faz diferença
Estar vestido ou pelado!
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